Dia do Cinema Brasileiro: cinco filmes nacionais além do óbvio
- Raphaela Cunha

- 19 de jun.
- 2 min de leitura
Produções brasileiras têm conquistado o público mundo afora, mas há preciosidades escondidas que merecem ser assistidas

Nesta sexta-feira, 19 de junho, é comemorado o Dia do Cinema Brasileiro, data que homenageia a primeira filmagem realizada no país, no ano de 1898, por Afonso Segreto, que registrou a entrada da Baía de Guanabara. Mais de 120 anos depois, o cinema nacional cresceu e já conquistou 16 indicações ao Oscar, sendo o Agente Secreto e Ainda Estou Aqui os mais recentes.
Para celebrar este dia, a professora de Cinema e Audiovisual da Universidade Anhembi Morumbi, Juliana Monteiro, foi na contramão e selecionou cinco filmes necessários e relevantes para compreender a riqueza das produções nacionais. É só preparar a pipoca e aproveitar!
À meia-noite levarei a sua alma (José Mojica Marins, 1964)
Considerado o primeiro filme de horror do cinema brasileiro, Marins apresenta uma trilogia do icônico personagem de Zé do Caixão. Na década de 1970, o filme sofreu forte censura por conta do seu conteúdo considerado violento.
Rio, 40 graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955)
Um dos precursores do movimento cinemanovista, encabeçado por Glauber Rocha, o filme mostra o morro carioca como centro da narrativa, apresentando cinco garotos negros como protagonistas. A obra é emblemática por romper com uma estética glamourosa existente no cinema nacional, até então pautada pelos grandes estúdios da época.
O bandido da luz vermelha (Rogério Sganzela, 1968)
Uma sátira da sociedade e do cinema brasileiro, o filme é um divisor de águas para o movimento do Cinema Marginal no Brasil, importante marco em São Paulo, motivado pelo baixo orçamento (presente no Cinema da Boca do Lixo) e crítica social ao momento histórico.
Ó pai, ó (Monique Gardenberg, 2007)
Adaptação de uma peça teatral, o filme procura fazer um retrato sobre um cortiço no Pelourinho (Salvador-BA) e seus personagens marcantes. Ao apresentar Boca, Roque e outros, o longa joga luz sobre questões diversas como racismo, desigualdade social e intolerância religiosa presentes num microcosmos que reverbera a sociedade brasileira.
Martírio (Tatiana Almeida, Vicente Carelli, Ernerto de Carvalho, 2016)
Importante documentário do século XXI que trata sobre a violenta e histórica luta dos povos Guarani-Kaiowá pela recuperação das suas terras sagradas. O filme propõe um panorama a partir de décadas de negligência do governo brasileiro, resistência dos povos indígenas e o violento aparato do agronegócio.



Comentários