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Dia Mundial do Rock: 5 livros para fãs do gênero musical

  • Foto do escritor: Raphaela Cunha
    Raphaela Cunha
  • 13 de jul.
  • 5 min de leitura

A origem da celebração remonta à década de 1980, quando um grande encontro musical reuniu importantes nomes do rock internacional

Alanis Morissette, Rita Lee e Janis Joplin - Reprodução/Instagram
Alanis Morissette, Rita Lee e Janis Joplin - Reprodução/Instagram

O Dia Mundial do Rock é comemorado em 13 de julho e tem origem em um dos maiores eventos beneficentes da história da música. A data faz referência ao Live Aid, festival realizado em 1985 que reuniu alguns dos maiores artistas do rock para arrecadar recursos destinados ao combate à fome na Etiópia.

 

Idealizado pelo músico irlandês Bob Geldof, o Live Aid aconteceu simultaneamente em dois palcos: o Wembley Stadium, em Londres, e o John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia. Durante os shows, o público era incentivado a realizar doações por telefone, transformando o festival em um marco da solidariedade mundial.

 

O evento reuniu cerca de 162 mil pessoas presencialmente e foi transmitido para mais de 100 países, alcançando uma audiência estimada em 1 bilhão de espectadores. No line-up estavam nomes históricos como Queen, David Bowie, U2, The Who, Mick Jagger, Elton John, Paul McCartney e outros grandes ícones da música.

 

A data se firmou como o dia de se celebrar o gênero por sugestão de Phil Collins. O músico conseguiu se apresentar nos dois continentes onde o Live Aid aconteceu. Ele viajou de avião entre o Reino Unido e os Estados Unidos.


O festival arrecadou aproximadamente US$ 100 milhões para ações humanitárias, valor que, corrigido pela inflação, representa hoje cerca de US$ 292 milhões, consolidando o Live Aid como um dos maiores eventos beneficentes da história.


Se você é uma daquelas que gosta de ficar antenada no assunto, a GlowMag selecionou cinco livros sobre rock que você precisa ler. Confira:

 

O Livro dos Mortos do Rock: Revelações sobre a vida e a morte de sete lendas do Rock'n'Roll

O Livro dos Mortos do Rock é a primeira obra a comparar em profundidade as vidas conturbadas e as mortes trágicas dos sete maiores ícones do rock ‘n’ roll: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morisson, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia. O autor apresenta fatos reveladores e surpreendentes sob um ponto de vista inédito, analisando as ambições e lutas que estes artistas tinham em comum. Carismáticos e talentosos, mas isolados e cheios de conflitos, eles não foram exatamente os ídolos que pensávamos conhecer. Para além de sua genialidade, este livro revela o lado humano e dramático destas sete lendas do rock. Uma jornada frenética ao outro lado da fama. Uma viagem às fantásticas histórias de inquietação e excessos que culminaram em suas mortes prematuras e os elevaram à condição de imortais.

Preço médio: R$25

 

Rita Lee: Uma autobiografia – Rita Lee


“Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias.

Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas e até decidiu a ordem das imagens, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas... Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.”

Preço médio: R$45

 

É Impossível Esquecer o que Vivi – Bruno Gouveia, vocalista do Biquíni Cavadão


Poucos grupos dos anos 80 resistiram a mais de três décadas enfileirando tantos sucessos como o Biquíni Cavadão. É só dar play em Tédio, Timidez, Vento ventania, Zé Ninguém, Janaína e inúmeros outros hits que a gente não cansa de ouvir. Faltava à biblioteca do rock brasileiro contar a história da banda nascida de forma despretensiosa no pátio de uma escola carioca e que passou a lotar shows país afora. Mas diferentemente de outros grupos consagrados já retratados em biografias, a trajetória do Biquini é contada a partir de suas próprias entranhas, com o olhar único do vocalista e fundador Bruno Gouveia. É impossível esquecer o que vivi traz uma riqueza de detalhes, não só da banda mas do rock brasileiro, que só quem estava do lado de dentro poderia narrar. Bruno vai além e mistura os sucessos, os fracassos e os bastidores da indústria desde os anos 80 com sua história pessoal de conquistas e dores profundas. O resultado é um livro irresistível, emocionante, recheado de informações preciosas e obrigatório para quem quer conhecer melhor a música brasileira.

Preço médio: R$130

 

Nenhum de nós: A obra inteira de uma vida


Acho que era outubro de 86. Ali começava uma história que continua até hoje. E só parece melhorar. Uma história sobre três garotos sem os braços tatuados, nerds e amigos de colégio, que amavam música, sonhavam em formar uma banda de rock e subiam em um palco juntos pela primeira vez. Um líder nato de voz potente, um gordinho simpático e um magrão que lembrava personagem de novela. Os três tinham muito em comum: nenhum de nós enxerga bem; nenhum de nós serviu no quartel; nenhum de nós repetiu na escola. Logo o trio virou o clube dos cinco, superou algumas dificuldades, atravessou o escuro deserto do céu, e hoje, comemorando 30 anos, soma mais de 2 mil shows e fãs por todo o Brasil. O jornalista Marcelo Ferla conta aqui A obra inteira de uma vida, a história do Nenhum de Nós, de três amigos de escola, que conseguiram levar bem longe o sonho de tocar em uma banda de rock.

Preço médio: R$80

 

Que rock e esse?: a historia do rock brasileiro contada por alguns de seus ícones


O rock brasileiro já tem quase 50 anos de história. Para registrar e contextualizar as principais bandas nacionais, a Editora Globo e o canal de TV a cabo Multishow lançam Que rock é esse?. O projeto surgiu do programa homônimo de televisão apresentado por Beto Lee. Além de documentar a trajetória do rock até a atualidade, o livro traz análises e comentários de ícones do estilo musical no país, como Rita Lee, Nelson Motta, Lobão, Frejat, Samuel Rosa, Edgard Scandurra, Dinho Ouro Preto, Pitty, Fê Lemos, Evandro Mesquita, Gabriel o Pensador, Samuel Rosa e o jornalista Ricardo Cruz. A apresentação e os textos fictícios - que caracterizam as épocas referidas - ficam por conta de Edgar Piccoli.

 

No livro, o rock internacional serve como referência, posicionando o leitor nas tendências dos respectivos momentos históricos. Dividido em cinco partes (anos 1960, anos 1970, anos 1980, anos 1990 e anos 2000), Que rock é esse? traz uma linha do tempo para cada década. Nelas, constam os acontecimentos mais importantes da política, do cinema, da moda e da música.

 

Listas imprescindíveis para o conhecimento musical estão espalhadas ao longo da obra, como “Os 10 discos de rock internacional mais vendidos”, “As 10 músicas brasileiras de rock que bombaram na década”, “Os 10 shows internacionais mais importantes no Brasil”, entre outras. Pequenas listas com as gírias mais faladas também podem ser encontradas. Nada mais justo, já que a maioria das inovações visuais e orais tem sido proveniente da cena rock’n’roll.

 

Revelações de bastidores e análises sobre o panorama musical se intercalam, o que torna a leitura leve e, ao mesmo tempo, acrescenta muito à bagagem cultural do leitor. “E Ronnie [Von] disse: Estou lendo um livro chamado O império dos mutantes. Ganhamos o livro e achamos tão genial que passamos a ser Os Mutantes”, conta Rita Lee. “Talvez um dos grandes hinos da abertura política no Brasil tenha sido Inútil [A gente não sabemos escolher presidente, a gente não sabemos tomar conta da gente... Inútil, a gente somos inútil!]”, pondera Edgard Scandurra.

 

Rockabilly, heavy metal, punk rock, pop rock, emocore, indie rock. Da Jovem Guarda à Pitty foram cinco décadas de rock para todos os gostos e de todos os tipos. Essa história faz parte não só da música brasileira, mas também da identidade nacional.

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