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Diferença entre bioestimulador e preenchedor: o que você precisa saber

  • Foto do escritor: Raphaela Cunha
    Raphaela Cunha
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Dermatologista explica as diferentes técnicas dos procedimentos estéticos. Ambos têm objetivos diferentes e exigem avaliação individualizada para evitar exageros, frustrações e complicações

 

Antes de apostar em procedimento estético, é preciso entender qual resultado pretende obter - Foto: Wix
Antes de apostar em procedimento estético, é preciso entender qual resultado pretende obter - Foto: Wix

 Com a popularização dos procedimentos estéticos, muitos pacientes ainda confundem os tratamentos injetáveis disponíveis na dermatologia. Entre as dúvidas mais comuns está a diferença entre o bioestimulador de colágeno e o preenchedor, técnicas que podem ser complementares, mas têm objetivos diferentes.

 

De acordo com a dermatologista Paula Sian, o bioestimulador é indicado para estimular o próprio organismo a produzir colágeno, melhorando firmeza, sustentação e qualidade da pele. Já o preenchedor tem a função de devolver volume a áreas específicas do rosto, como lábios, queixo, mandíbula, bochechas ou sulcos mais marcados.

 

“O bioestimulador não tem como principal função dar volume. Ele estimula o corpo a produzir colágeno e melhora a sustentação da pele. O contorno pode melhorar, mas esse é um efeito secundário. No preenchedor, o volume é o efeito principal”, explica a médica.

 

Na prática, os produtos de preenchimento costumam ser usados em correções pontuais, quando há perda de volume ou desejo de definição em regiões específicas. Já o estímulo de colágeno é mais indicado para casos de flacidez, perda de firmeza e queda mais global do rosto, promovendo uma melhora progressiva e mais discreta.

 

Outra diferença está no tempo de resposta. O resultado do preenchimento costuma ser percebido logo após a aplicação, embora o efeito final seja avaliado depois da redução do inchaço. Já o bioestimulador age aos poucos e, geralmente, faz parte de um protocolo com mais de uma sessão.

 

“O bioestimulador normalmente não é um tratamento pontual. Ele costuma ser feito em protocolo, com sessões espaçadas. O resultado aparece progressivamente e pode levar alguns meses para ser percebido de forma mais completa”, afirma Paula.

 

A dermatologista alerta que um erro comum é colocar todos os injetáveis no mesmo grupo, incluindo até a toxina botulínica. Essa confusão pode gerar expectativas irreais. Quem deseja aumentar os lábios, por exemplo, provavelmente precisará de preenchimento, enquanto quem busca melhora da firmeza e da qualidade da pele pode se beneficiar mais do estímulo de colágeno.

 

Os dois procedimentos também podem ser combinados, desde que haja indicação. Em alguns casos, a médica prefere realizar primeiro o tratamento voltado à sustentação da pele e, depois, avaliar a necessidade de ajustes pontuais com volumização.

 

Apesar de seguros quando bem indicados e realizados por profissionais capacitados, os injetáveis envolvem riscos. Dor, inchaço, hematomas, nódulos, reações inflamatórias, alergias e infecções podem ocorrer. No caso dos preenchedores, a atenção deve ser ainda maior em áreas muito vascularizadas, como o nariz, por causa do risco de complicações graves. “O preenchimento exige muito cuidado, principalmente em áreas com muitos vasos. Por isso, é fundamental procurar um profissional experiente, que avalie a real necessidade do procedimento e respeite a individualidade de cada paciente”, alerta.

 

Após a aplicação, a recomendação geral é evitar atividade física no dia, observar sinais como dor intensa, piora do inchaço, calor local, vermelhidão ou endurecimento, e seguir todas as orientações médicas. Gestantes, lactantes e menores de 18 anos não devem realizar esses procedimentos. Pessoas que usam medicamentos anticoagulantes ou têm maior risco de sangramento também precisam de avaliação individualizada.

 

Para Paula, o melhor resultado é aquele que respeita a estrutura facial, o momento de vida e o desejo real do paciente, sem exageros ou padronizações. “Não existe uma receita única. São recursos diferentes, que podem ser excelentes quando bem indicados. O mais importante é entender o que cada pele precisa e buscar um resultado seguro, harmônico e natural”, finaliza.

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