Frida Kahlo faria 119 anos: veja curiosidades sobre a artista mexicana
- Raphaela Cunha

- 6 de jul.
- 2 min de leitura
Da Revolução Mexicana aos autorretratos marcados pela dor, conheça fatos que moldaram sua trajetória e influenciaram sua obra

Muito além de seus autorretratos e das icônicas sobrancelhas marcantes, Frida Kahlo se tornou um dos maiores símbolos da arte latino-americana. Nascida em 1907, em Coyoacán, no México, a pintora transformou episódios de dor, superação e identidade em obras que seguem influenciando artistas e admiradores em todo o mundo.
Frida costumava afirmar que havia nascido em 1910, e não em 1907. A mudança era intencional: ela desejava que sua história estivesse ligada ao início da Revolução Mexicana. Orgulhosa de suas raízes, também fazia questão de usar roupas tradicionais mexicanas, que se tornaram parte de sua identidade e ajudavam a esconder as sequelas deixadas pela poliomielite, contraída na infância.
Aos 18 anos, sua vida mudou para sempre após um grave acidente de ônibus. As inúmeras fraturas na coluna, na pelve e na perna direita resultaram em cirurgias, longos períodos de recuperação e dores que a acompanharam por toda a vida. Foi justamente durante esse processo que Frida encontrou na pintura uma forma de expressar suas emoções, dando origem a obras marcadas pelo simbolismo e pela autobiografia, como "A Coluna Partida".

Outro momento que também inspirou uma de suas pinturas mais conhecidas. Em 1932, Frida sofreu um aborto espontâneo que abalou profundamente sua vida. A experiência foi retratada em "Hospital Henry Ford (A Cama Voadora)”, obra que traduz, por meio de imagens simbólicas, a dor física e emocional vivida pela artista. Até hoje, o quadro é considerado um dos trabalhos mais impactantes de sua carreira e reforça a maneira única como Frida transformava sua própria história em arte.
Frida Kahlo transformou a própria imagem em sua principal fonte de inspiração e produziu 55 autorretratos ao longo da carreira. Mais do que um exercício de vaidade, as pinturas refletiam sua história, suas dores e sua identidade. O interesse pelas imagens também tinha influência familiar: seu pai era fotógrafo e despertou nela o olhar atento para a composição e os detalhes.
Seu primeiro autorretrato, "Autorretrato com Vestido de Veludo", foi concluído em 1926 e dedicado ao então namorado, Alejandro Gómez Arias. Na época, Frida se recuperava do grave acidente que sofreu aos 18 anos e, impossibilitada de sair da cama, passou a pintar observando seu reflexo em um espelho instalado sobre o leito, presente dado por sua mãe.
A mexicana era casada. Seu romance com o muralista Diego Rivera, inclusive, protagonizou algumas de suas obras. Eles se casaram duas vezes. O relacionamento era aberto, mas foi marcado por muitas traições de ambas as partes, inclusive um caso de Diego com a irmã mais nova de Frida, Cristina.
Frida teve uma vida sofrida, marcada por muita dor, consequência do acidente que sofreu ainda criança. Sua última frase registrada antes de morrer foi eternizada em seu diário, repleto de desenhos e poesias, traz uma anotação final enigmática pouco antes de sua morte aos 47 anos: "Espero que minha partida seja feliz e espero nunca mais regressar".



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