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Parada do Orgulho LGBT+ de SP divulga tema da 30ª edição

  • Foto do escritor: Raphaela Cunha
    Raphaela Cunha
  • 22 de abr.
  • 2 min de leitura

Evento acontece no dia 7 de junho, na Avenida Paulista, e propõe reflexão sobre as três décadas de atuação da APOLGBT-SP e a importância da participação política

30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de SP - Divulgação
30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de SP - Divulgação

 

A Parada SP, organizada pela APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), chega à sua 30ª edição com o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, reafirmando seu papel como espaço de mobilização social e política. Este ano, o evento propõe um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.

 

Em um ano marcado pelo debate sobre participação política, a proposta articula mobilização social e processo eleitoral, destacando o voto como instrumento central na definição de políticas públicas e garantia de direitos. A associação reforça que a ocupação das ruas e a participação nas urnas são dimensões complementares da atuação política.

 

Considerada a maior manifestação de diversidade do mundo, a Parada SP se consolidou ao longo de três décadas como um ato de ocupação do espaço público e de visibilidade para pautas da população LGBT+.

 

A primeira edição da Parada aconteceu em 1996, na Praça Roosevelt, reunindo um grupo reduzido de participantes. No ano seguinte, o evento passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou como uma das principais manifestações públicas do país.


Este anos o tema da Parada SP é "30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma" - Divulgação
Este anos o tema da Parada SP é "30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma" - Divulgação

 

Desde então, a Avenida Paulista passou a ser ocupada ano após ano. “A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”, reforça Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP.

 

O reconhecimento da união estável, o casamento civil, o direito à identidade de gênero, a criminalização da LGBTfobia, a adoção por casais homoafetivos, os direitos da população trans, o fim das restrições discriminatórias na doação de sangue e o acesso à saúde passaram pela Avenida Paulista antes de chegarem aos tribunais. Segundo a organização, a Parada construiu essas pautas como resultado direto da mobilização, visibilidade e pressão social organizada.

 

Segundo Nelson, “a Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. 30 anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”.

 

De acordo com a organização, a permanência da Parada nas ruas está diretamente ligada à continuidade de desafios enfrentados pela população LGBT+. A mobilização, nesse sentido, se mantém como instrumento de visibilidade, reivindicação e participação política.

 

O manifesto completo da edição de 2026, que marca os 30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, está disponível nas redes sociais oficiais da parada.

 

Serviço

30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

Data: 7 de junho de 2026, domingo, concentração a partir das 10h

Local: Avenida Paulista – São Paulo (SP)

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