Acessórios maximalistas revivem o glamour das décadas de 80 e 90
- Raphaela Cunha

- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Peças volumosas, mix de acessórios e referências vintage ganham força entre consumidores que buscam expressar identidade e estilo próprio

Após anos marcados pela predominância de acessórios minimalistas, as joias maximalistas voltam a ganhar espaço no mercado da moda e da joalheria. Caracterizada por peças volumosas, formas marcantes e composições ousadas, a tendência resgata elementos que fizeram sucesso nas décadas de 1980 e 1990 e retorna impulsionada por um consumidor que busca autenticidade e formas mais expressivas de se comunicar por meio do estilo.
Brincos de grandes proporções, correntes robustas, anéis marcantes e combinações de diferentes texturas e materiais estão entre os destaques da tendência. O movimento acompanha uma mudança no comportamento de consumo, especialmente entre as gerações mais jovens, que valorizam peças capazes de transmitir personalidade e individualidade.
Para Sarah Argana, designer de joias, o retorno do maximalismo reflete um momento em que a moda e os acessórios assumem um papel cada vez mais importante na construção da identidade visual. "O consumidor tem buscado peças que expressem sua personalidade e contem histórias. As joias maximalistas oferecem essa possibilidade por meio de designs marcantes, que transformam o acessório em um elemento central da produção", afirma.
A influência das décadas de 1980 e 1990 aparece em diferentes frentes, desde o uso de metais em destaque até a presença de pedras coloridas, formatos geométricos e peças com forte apelo visual. O fenômeno também tem sido impulsionado pelas redes sociais e pelo universo da moda, que vêm promovendo uma estética mais ousada e menos restrita a regras tradicionais de composição.
Segundo Sarah, o retorno dessa estética não representa uma simples reprodução das tendências do passado, mas uma adaptação aos hábitos e preferências do consumidor contemporâneo. "As referências vintage servem como inspiração, mas são reinterpretadas para atender às demandas atuais. Hoje existe uma preocupação maior com conforto, versatilidade e possibilidades de uso em diferentes ocasiões", comenta.

A tendência também acompanha a valorização de joias com maior durabilidade e design atemporal. Em um contexto em que os consumidores buscam compras mais conscientes, peças de design marcante e qualidade elevada passam a ser vistas como investimentos de longo prazo, capazes de atravessar diferentes ciclos da moda.
Outro comportamento associado ao maximalismo é a popularização das composições personalizadas, conhecidas como mix de joias. A combinação de diferentes tamanhos, estilos e acabamentos permite criar produções exclusivas e reforça a busca por autenticidade.
"A principal característica dessa tendência é a liberdade. O consumidor não procura mais seguir padrões rígidos, mas construir combinações que façam sentido para seu estilo e sua forma de expressão", destaca Sarah.
Com a valorização da moda autoral, da nostalgia e da individualidade, a expectativa é que as joias maximalistas continuem em evidência nos próximos meses, consolidando-se como uma das principais apostas do setor e reforçando a conexão entre design, identidade e comportamento de consumo.



Comentários