Marisol Marcondes celebra primeira protagonista: “Aconteceu no momento certo”
- Raphaela Cunha

- 19 de mai.
- 3 min de leitura
Após mais de uma década se dedicando ao teatro musical, atriz relembra trajetória e conta como foi o processo para estrelar em “Flashdance”

“Sagacidade, versatilidade e criatividade” foi assim que Marisol Marcondes resumiu sua experiência para construir a personalidade de sua primeira protagonista nos palcos: Alex Owen, de “Flashdance”, adaptação do clássico do cinema de 1983, eternizado por Jennifer Beals. Após quase quinze anos de carreira, dez deles se dedicando ao teatro musical, a atriz, cantora, bailarina e dubladora encara sua primeira protagonista, na peça em cartaz até 31 de maio, no Teatro Claro Mais, em São Paulo.
Seu primeiro contato com a arte começou ainda quando criança. Aos três já fazia parte de um coral, dançava e, três anos mais tarde, iniciou aulas de teatro. Nesse período, participou de sua primeira montagem, “Os Saltimbancos”, experiência que marca o início de sua relação com o palco.
Já na fase adulta, estreou no mundo dos musicais, quando integrou o elenco de “A Família Addams” como cover de Mortícia, interpretada por Marisa Orth. A partir daí, passou a acumular trabalhos em produções de diferentes perfis, com destaque para personagens como Belisa Passaláqua, em “Se Essa Lua Fosse Minha”, de Vitor Rocha e Elton Towersey, e sua participação em “A Pequena Sereia”, em que atuou como cover de Ariel em diversas apresentações, papel interpretado por Fabi Bang. Também integrou o elenco de “Cabaret Kit Kat Club” como cover de Sally Bowles, personagem igualmente vivida por Fabi Bang. Ao longo dos anos, esteve como cover de quatro protagonistas, função que demanda prontidão constante e domínio técnico para assumir a condução do espetáculo em cena.
Em conversa com o Glowmag, Marisol relembrou os desafios enfrentados até chegar ao papel de Alex Owens e destacou como sua própria trajetória acabou se cruzando com a da personagem. Entre períodos trabalhando fora dos palcos para investir na carreira artística, experiências como cover de grandes protagonistas e até problemas de saúde durante o processo de audição, a atriz construiu uma caminhada marcada por persistência e entrega. Agora, vivendo sua primeira protagonista nos musicais, ela celebra não apenas uma nova fase profissional, mas também a chance de ocupar o centro do palco depois de anos se preparando nos bastidores.

Confira a entrevista completa:
GLOWMAG: Depois de mais de uma década no teatro musical, o que significa para você assumir sua primeira protagonista em “Flashdance”?
MARISOL MARCONDES: Significa que a vida é muito doida e que, às vezes, quando “soltamos algo”, é que aquilo vem ao nosso encontro… Vai saber… A vida é um grande mistério. De qualquer forma, acredito que as coisas aconteçam no momento certo mesmo.
GM: Sua trajetória inclui anos atuando como cover de grandes personagens. Como essas experiências ajudaram na construção da Alex Owens?
MM: Me ajudaram com a destreza, sagacidade, versatilidade, criatividade, enfim, com muitas ferramentas para construir uma personagem tão presente na história como a Alex é.
GM: Você já contou que enfrentou um problema de saúde durante as audições do musical. O que passou pela sua cabeça naquele momento e de onde veio a força para continuar?
MM: Faziam poucas semanas que eu tinha ficado internada por conta de um vírus que contraí através de alimento/talher contaminado, enfim, ainda estava recuperando minhas forças quando me intoxiquei pela inalação de CO que estava sendo expelido de um gerador que a cia de força elétrica havia deixado há dias embaixo da janela do meu apartamento, enfim, prejudicou minha respiração e minha voz bem na reta final dos testes (fora que no início dos testes, eu fiquei 3 dias sem energia elétrica o que me obrigava a estudar o texto a luz de velas e ir carregar meu celular no boteco da esquina) mas eu já passei por coisas piores, então foi isso que passou pela minha cabeça.
GM: Assim como Alex em “Flashdance”, você também precisou trabalhar desde cedo para investir na própria formação artística. Quanto dessa vivência pessoal existe na sua interpretação?
MM: Muito. Comecei a trabalhar aos 15 e já fui vendedora de loja de roupa, recepcionista, garçonete, enfim... A gente se funde em vários momentos e aspectos. Ela é um tanto mais impulsiva, hiperativa e (compreensivelmente) mais raivosa que eu, mas até dançar em boates já dancei…
GM: Além do teatro musical, você vem se aproximando cada vez mais do audiovisual. Que tipos de personagens ou projetos deseja explorar nessa nova fase da carreira?
MM: Qualquer personagem ou projeto que faça sentido pra mim. Quero mais é me adentrar nesse universo das câmeras mesmo.




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