top of page
  • Instagram

De vez em quando, o escritório precisa mudar de lugar

Foto do escritor: Isabella Cunha
Isabella Cunha
27 de set.
2 min de leitura
Foto: Wix
Foto: Wix

Tem coisa que a gente só consegue enxergar quando muda o foco do nosso olhar. Recentemente, passei um dia assim: fora da tela, conhecendo empreendimentos, conversando com pessoas e ouvindo histórias que não chegariam até mim da mesma maneira em uma reunião ou em um relatório.


Estar presencialmente muda também as perguntas que fazemos: uma informação ganha contexto, uma história ganha detalhes. Aquilo que parece simples, visto de longe, revela outras camadas. Apesar de minha atividade profissional envolver trabalhos de campo, essa reflexão vale para muito além deles.


A gente passa boa parte da vida dentro dos mesmos ambientes, cercado por pessoas parecidas, consumindo referências semelhantes e repetindo rotinas que já conhecemos bem. Aos poucos, fica fácil confundir nossa caixinha com o mundo inteiro.


É aí que entra o repertório.


Repertório não é apenas o que aprendemos em cursos, livros ou dentro da nossa profissão; é o que descobrimos quando encontramos uma realidade diferente da nossa. Faz bem conversar com alguém que pensa de outro jeito, conhecer um trabalho que você nunca imaginou fazer, visitar um lugar onde nunca esteve. 


Você já notou que, às vezes, observar como outra pessoa resolve um problema pode nos ensinar a resolver as nossas próprias questões?


Ampliar o repertório é também ampliar a capacidade de olhar. O mundo é grande demais para a gente nunca sair do nosso quadrado. E, às vezes, aquilo que chamamos de certeza é apenas um hábito que nunca tivemos a oportunidade de questionar. Por isso, sair do escritório — literal ou metaforicamente — é tão importante. 


Que a gente tenha cada vez mais repertório para fazer novas perguntas, enxergar outras possibilidades e encontrar respostas.


Comentários


bottom of page